Resiliência

Resiliência

 

Comecei a botar as manguinhas de fora nessa coisa chamada internet em 2003, mais ou menos. Era a época dos blogs, onde uma competente caloura lá na faculdade de comunicação tinha as manhas dos templates e me passava dicas de como fazer; mas a lembrança mais forte foi no período do “boom da internet”, onde nasceram muitas das webcelebridades que conhecemos hoje.

Na época eu tinha o Algumas Coisas, site que sustentava por conta própria com cinema, séries, DVDs (sou velho, desculpa) e livros. Era difícil manter o público ávido, mas era o período da web moleque, onde empresas mais burocráticas tateavam no aprendizado do Twitter e que a CAIXA não incidia na chuva de promoções que permeava a net. Aliada a um Dólar próximo ao valor do Real, trazer novidades – e ganhar porcentagens nas vendas era sucesso.

Mas a meta nunca foi grana (não que eu não goste, óbvio): além de apresentar informação a milhares de pessoas; conheci muita gente bacana; essa coisa que os jovens ouvem chamada podcast, comecei a ouvir – e participar – em idos de 2011; aprendi os meandros de comportamento; a fazer unboxing; ver software e equipamento de áudio e vídeo para tal; fuçar por conta própria em linguagem php – olá WordPress!; e por aí vai.

Hoje, numa carreira que sim, considero uma modesta carreira, fui alçando o lugar de editor-chefe do Cinemáticos, proposta que recebi a quatro anos atrás por Caio Leão, que ainda estruturava o projeto e chamava mais gente para formar essa galera que acredito e respeito: Thiago, Felipe, Hilda e Klaus.

Nunca foi fácil compartilhar este trabalho que levo tão a sério como qualquer outro convencional: e dividindo com o trabalho que por hora dá grana, família e outra faculdade que me atrevi a fazer depois de quase 15 anos publicitário. Para manter isso, tenho que mostrar que não deixo nenhum dos pontos descoberto. E mesmo com elogios, hoje, mais uma vez tenho que comprovar minha competência para levar ao Cinemáticos o que aparece de novo no cinema, e conquistar a nossa primeira meta: de chegar a ser o principal meio de informação de cultura pop no nordeste. Falta muito, mas a estrada tá aí para ser percorrida.

Por isso, você que independente do projeto, do sonho, está para desistir: resiliência. Respira, segura a onda e faz: pode não ser amanhã, daqui a um mês, daqui a um ano. Não idealize: faça. Dentro dos seus limites, claro.

Afinal, como o Rocky disse:

Deixa eu te dizer uma coisa que você já sabe: o mundo não é um mar de rosas. Na verdade é um lugar ruim e asqueroso. E não importa o quão durão você seja, apanhará e ficará de joelhos, e ficará ali se permitir. Nem você nem ninguém baterá tão forte quanto a vida. Não importa o quão forte possa bater. E sim o quanto pode aguentar e continuar em frente, o muito que pode aguentar e seguir adiante.

Então é isso, pessoal. Um Feliz Natal, um Ótimo Ano Novo, mais projetos realizados e porradas mais leves da vida para todos nós.

Edgar Santos
Escrito por Edgar Santos

Editor do site Cinemáticos, diretor de arte, leitor de HQs e fã de Blaxploitation.

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