TOP MCU – PARTE 5

TOP MCU – PARTE 5

Pois é, Vingadores Guerra Infinita já chegou, e nada mais justo ter REVISTO TODOS OS FILMES do Universo Cinematográfico da Marvel (carinhosamente chamado MCU – Marvel Cinematic Universe) para fazer uma ultra lista – dividida em 6 partes – com a classificação até chegar nos melhores filmes.

Hoje vamos apresentar a quinta (e penúltima) parte da classificação dos filmes do Universo Cinematográfico da Marvel. A próxima será o Top 3, hein?




 


06 | HOMEM-ARANHA – DE VOLTA AO LAR (2015) | Crítica

Dirigido por: Jon Watts
Roteiro de: Jon Watts, Jonathan GoldsteinJohn Francis Daley, Christopher Ford, Chris McKenna e Erik Sommers
Após um acordo com a Sony, detentora dos direitos do universo Aranha nos cinemas, para sua participação em Capitão América – Guerra Civil, finalmente pudemos conferir uma nova versão de um dos personagens de quadrinhos mais icônicos do planeta. Com um humor ágil e um ator cheio de carisma, foi fácil para o diretor Jon Watts entregar o estilo oitentista que tanto buscava, baseando a relação colegial de seus personagens nas obras de John Hughes como Clube dos Cinco e Curtindo a Vida Adoidado. Diferente de seus filmes antecessores, a Marvel Studios entrega um filme minimalista, despretensioso e bastante criativo, colocando seus personagens em foco ao invés de investir em tramas mirabolantes ou em excesso de vilões para contar sua história.

 


05 | HOMEM DE FERRO (2008)

Dirigido por: Jon Favreau
Roteiro de: Mark Fergus, Hawk Ostby, Art Marcum e Matt Holloway
O primogênito do estúdio é o filme mais arriscado da Marvel. Não pela sua narrativa, já que as poucas inversões temporais não trazem em si um risco, mas na própria atitude de escolher tal filme como pontapé inicial. O Homem de Ferro nunca foi um personagem de tanto destaque nos quadrinhos, e quando ao fim dos créditos do filme, vemos Nick Fury revelando os planos do estúdio com seu universo compartilhado, percebemos o “all in” dado por Kevin Feige, estruturador do universo cinemático até então. O carisma de Robert Downey Jr. pauta a maior parte dos diálogos do filme, muitos deles atropelados, cheios de interrupções e falas complementares, como se tudo ali fosse de fato improvisado. O tom aventuresco é aqui mesclado com uma atmosfera urgente, principalmente em seu primeiro ato, em que o arco do sequestro de Tony Stark por terroristas nos remete com competência ao que vemos diariamente nos telejornais. Uma ótima estratégia do estúdio que nos coloca um humano sem poderes para ser a porta de entrada do universo fantástico que nos seria apresentado.

 


04 | PANTERA NEGRA  (2017) | Crítica

Dirigido por: Ryan Coogler
Roteiro de: Ryan CooglerJoe Robert Cole
O mais recente filme solo do estúdio não é um filme de origem, apesar de introduzir com bastante competência toda a complexidade da nação de Wakanda. Como uma grande metáfora para uma cidade africana que esconde sob o preconceito da pobreza seu rico tesouro, representado não apenas pelo Vibranium ou pelas realizações tecnológicas, mas pela própria cultura preservada entre seus habitantes, a terra do Rei T`Challa é a utopia de uma sociedade bem estruturada. Um filme assumidamente político, composto por um elenco de maioria afrodescendente, que traz no discurso de seu vilão uma lógica consistente, um reflexo palpável de sua criação em um dos países mais preconceituosos do mundo: os Estados Unidos. Um longa de proporções internacionais, com um protagonista forte, inteligente e estrategista, embalada por uma das trilhas sonoras com maior personalidade do Universo Cinematográfico da Marvel, misturando percussão de origem tribal com notas sintetizadas de techno, a melhor forma de representar uma sociedade que olha para seu passado e para o seu futuro com a mesma atenção.

Klaus Hastenreiter
Escrito por Klaus Hastenreiter

CEO BITCH na empresa Olho de Vidro Produções, ator, cineasta, crítico e fofo.

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