Superman – 80 anos

Superman – 80 anos

Um ícone pop, o primeiro super-herói, escoteiro, azulão, homem de aço. Há exatos 80 anos chegava às bancas de jornais nos EUA o nº 01 de Action Comics e em sua capa e primeira história o Superman, um personagem que mudaria o rumo dos quadrinhos de aventura e ficção.

O mundo vivia sua segunda década após a, até então conhecida, Grande Guerra e a política e tensão na Europa indicava que logo mais um novo embate estouraria; mesmo assim os tempos eram outros, mais inocentes talvez, mas com a modernidade que as máquinas e o século XX trouxeram para o dia a dia da humanidade.

Nesse cenário, os impressos; jornais e quadrinhos e literatura pulp, juntamente com o rádio e o cinema, eram os principais meios de comunicação da época e também o principal meio de entretenimento, histórias de detetives, monstros e alienígenas eram bastante populares, principalmente entre crianças e adolescentes, e em meio desses impressos, uma publicação com um homem vestido de azul com uma grande capa vermelha e erguendo um carro sobre a cabeça que o Superman surgiu e logo ganhou a fama e sucesso tornando-se um ícone e molde do super-herói moderno.

Se na mitologia grega e nas lendas antigas tínhamos personagens como Hércules, Gilgamesh, Odisseu entre outros, os tempos modernos exigiam mais. As máquinas e tecnologia empurravam os limites do humano e tais lendas eram datadas demais. Cruzar mares, empunhar lanças e dominar a luta com espadas não eram mais proezas que um herói moderno poderia orgulhar-se de possuir. Para estes novos tempos ser mais rápido que uma bala, mais poderoso que uma locomotiva e saltar mais alto que um edifício (sim, quando criado o Superman não voava), essas sim eram habilidades de um verdadeiro herói.

Com o passar dos anos, esse mito foi tomando novas proporções e sendo remodelado. Cada novo escritor dos quadrinhos criava uma nova habilidade para derrotar os mais diversos vilões. Sua origem foi definida, suas fraquezas, seus amigos e seus amores, até se estabelecer o cerne do que hoje, 80 anos depois, conhecemos como Superman.

O filho de um casal bondoso de outro planeta e que em face do inevitável fim envia seu único filho com a esperança de que sua prole encontre um novo lar e possa continuar a viver. Adotado por um casal igualmente bondoso esse filho das estrelas é ensinado a lidar com as diferenças que possui e usá-las não para destruir e conquistar, mas sim para ajudar o próximo e ser um símbolo de esperança para a humanidade.

Origem resumida em quatro painéis e oito palavras em Grandes Astros Superman

E é nesse momento que eu perco a objetividade (se houve alguma até aqui neste texto). Como fã do personagem sempre identifiquei nele um norte moral a ser seguido, um ser tão poderoso que se quisesse dominaria a todos e escolhe simplesmente ajudar o próximo. Mesmo não sendo humano resolveu viver como um e se importar com a humanidade. Passaram-se anos e mesmo que algumas iniciativas dos quadrinhos ou do cinema tentem afastar o personagem desta raiz, a mitologia construída desse ícone guia estas histórias para o que ele representa, a esperança de que a humanidade possa ser mais, possa se superar… ser Super.

Há muitas histórias sobre o Superman tanto nos quadrinhos quanto nos filmes, já li centenas e passei horas assistindo produções sobre o personagem. Se você o acha datado, antiquado e brega sinto muito, você está perdendo a chance de se divertir, emocionar e se inspirar. Se você pouco conhece o personagem nos quadrinhos, abaixo eu listo algumas das melhores obras sobre o personagem e que você pode adquirir pelos links selecionados abaixo. Não vou resenha-las, classifica-las ou dizer qual é obrigatória para leitores de quadrinhos, mas espero sinceramente que este personagem octogenário te inspire a erguer-se, olhar para o futuro com esperança e voar para o alto e avante!

 
 

 

 

 

Tiago Cesar
Escrito por Tiago Cesar

Nerd, consumidor compulsivo de filmes e séries, leitor e colecionador de quadrinhos desde 1996. Não tenho nenhuma habilidade especial e vivo tentando equilibrar o saldo da conta bancária com o tanto de coisas que quero ler ou ver.

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